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UMA VIAGEM INSÓLITA Por: Socorro Viana – Maio de 2009
Por mais que tentemos, não conseguimos entender os caminhos que percorremos nos recônditos lugares de tantos universos, participando de linguagens, formas e tons completamente desconhecidos da percepção comum. Assim, como podemos classificar certas experiências, se mesmo com nossos conhecimentos mais profundos não conseguimos estabelecer os parâmetros para um entendimento normal? A experiência a seguir discriminada, que aconteceu durante uma noite inteira, mesmo que eu tenha acordando algumas vezes, levantando, voltando a dormir e seguindo para os mesmos lugares, (Início: 20:00hs aproximadamente. Término: 05:00hs da manhã seguinte) mostra a desconhecida estrada deste vasto mundo interior. Minha consciência desperta num local repleto de movimento, onde muitas pessoas postavam-se em várias filas que se formavam diante de portas ou entradas de um enorme edifício, que aparentava um formato circular e parecia uma estação de embarque. Demonstrava ser um momento festivo, pois observei vários jovens, entre tantos que ali estavam, vestidos de um tecido brilhante, parecendo cetim, em cores claras em tons de branco / rosa, branco / laranja, fazendo umas apresentações de balé em suaves movimentos. Estes se apresentavam em locais que pareciam platôs circulares e tinham os pés descalços. Moviam-se ao som de uma música fantástica, que conseguiu me envolver completamente. Ao olhar para os pés daqueles jovens pude perceber que o chão não era comum, mas aparentava algo como um látex e, eu pensei: o chão não é de terra! O local era bem claro, mas não pude determinar se era noite ou dia. Continuei fazendo minhas conclusões: Não estou na Terra! Mas, tudo isso é real demais, estou com total lucidez! A todo momento me conscientizava que tudo era real demais, era como se estivesse acordada. Observei que em cada uma daquelas filas, que continuavam aumentando, as pessoas apresentavam características comuns: havia filas onde as pessoas estavam vestidas a rigor, de ternos gravatas e as mulheres de vestidos longos numa elegância e sofisticação. Em outras filas, havia pessoas com roupas mais coloridas, floridas e despojadas, bastante esportivas. Havia filas com pessoas vestidas de religiosos, túnicas estilo indianos, alguns bastante antigos, enfim, uma verdadeira variedade de estilos, pessoas e épocas que chamaram bastante minha atenção. Mas, voltando ao pensamento, fiquei imaginando qual daquelas filas eu me enquadraria. Nesse momento, aproximou-se de mim uma mulher. Ela era de estatura média, pele morena, cabelos curtos, olhos claros e doces. Vestia um casaco azul marinho, saia também azul e sapatos fechados. Pareceu-me uma secretária. Fez-me um gesto com a cabeça para que eu a seguisse. Em meio a todas aquelas filas, ela me conduziu até uma espécie de saguão, onde estavam vários homens vestidos de terno azul e camisas brancas, tendo ela se dirigido a um deles. De início, ouvindo nitidamente, suas palavras me soavam em inglês, mas depois percebi que não era. Numa linguagem desconhecida ela comunicou alguma coisa ao homem, o qual nos conduziu para uma daquelas portas que parecia ser de um elevador. Foi o que imaginei. Ao entrar naquele elevador, percebi que o mesmo começou a mover-se na horizontal. Era um espaço oval e tinha percepção como um ser vivo. Aos poucos pude notar que aquela máquina estranha nos envolvia, tinha vida, participava diretamente de todos os meus sentidos. Era uma sensação de ser total com aquela máquina, uma estrutura holográfica. Depois de algum tempo, paramos e uma porta abriu-se. Saímos para um espaço totalmente claro, branco, esfumaçado, que me dava uma sensação de conforto e segurança como se estivesse protegida. Naquela brancura total, nos dirigimos, em frente, para um grande salão, onde já haviam outras pessoas, também desconhecidas para mim. A mulher continuava ao meu lado e em alguns momentos, falava ao meu ouvido, na minha língua, me dando alguns esclarecimentos quando as dúvidas surgiam. Fui conduzida a uma poltrona ovalada onde me sentei e fiquei aguardando os acontecimentos. Foram surgindo de várias partes daquele enorme ambiente, seres com aparência bem velha, ancestrais, que foram formando uma bancada, e foram sentando um a um. Contei o número de 24 (os 24 anciões? Questionei. Ao que a minha acompanhante respondeu que sim), onde destaquei um que ficava bem no centro, já o conhecia. Fui induzida a levantar e seguir até o centro daquele local, ficando entre as pessoas sentadas e a bancada daqueles seres, bem enfrente aquele que lembrava que conhecia. Já havia visto aquele ser antes. Senti que devia deitar-me, de bruços, com os braços abertos, encostando a testa naquele estranho piso que parecia me receber. Aos poucos fui me levantando até ficar de pé. De início não ousei levantar a cabeça. Sentia-me inibida de alguma forma. Mas, aos poucos senti que precisava olhar em frente e foi o que fiz. Ergui os olhos e fitei aquele rosto, amigo, amado, que parecia exalar amor total, deixando-me completamente à vontade. No instante seguinte, ele já estava bem perto de mim. Colocou a mão direita sobre o meu ombro esquerdo, me dando boas vindas e para que eu me sentisse tranquila. “Bem vinda a nossa ordem”! Sua mente revelou à minha. “Conscientemente estais ultrapassando os portais da Ordem de Melquizedeck, da qual fazes parte há muito tempo”. “Tua tarefa hoje é conduzir. Leva ao mundo uma mensagem nossa para que todos os que podem ouvir, entendam o propósito desses momentos onde a calma se faz necessária”. Por segundos que pareceram eternos Sua Mente repassou à minha a referida mensagem que passo a relatar: “A humanidade está sendo bombardeada com informações, sobre o que e quando ocorrerão tantas mudanças, nessa época de crescimento. No entanto, torna-se necessário o “como” estar preparado, adaptado, para estes acontecimentos. Colocamos enumerados alguns itens de grande importância para esses momentos decisivos:
Obrigado pelo amor que
rodeia a minha vida. Pelo Grupo dos 24 Anciões.
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